Wednesday, 17 October 2012

A Convenção contra a Tortura e a obrigação aut dedere aut judicare

A obrigação de investigar e julgar ou extraditar, também denominada “aut dedere aut judicare”, constitui norma internacional de caráter processual que tem por finalidade combater a impunidade e centrar o sistema de proteção aos direitos humanos na vitimização dos seres humanos. Este propósito encontra-se presente em diversos tratados internacionais destinados a criminalizar condutas consideradas ofensivas a toda a humanidade, consideradas como coletivo.  Esta obrigação constitui parte integrante de diversos tratados, incluindo a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes que tipifica o crime de tortura e obriga os Estados-parte do tratado a adotar medidas de caráter legislativo e processual para cumprimento da obrigação de investigar e julgar os indivíduos acusados pela prática do referido crime. A interpretação da Convenção no que se refere à obrigação de investigar e julgar ou extraditar indivíduos acusados pela prática do crime de tortura foi objeto de debate raro em caso da Corte Internacional de Justiça (CIJ) que passa a informar a jurisprudência internacional a respeito do tema. A decisão da CIJ, bem como as opiniões separadas dos magistrados da Corte, revelam a constante tensão entre o principio autdedereautjudicare e as diferentes abordagens relativas à proteção dos direitos humanos no que se refere à repressão de crimes internacionais, o papel dos arranjos regionais de cooperação, o reconhecimento do escopo da jurisdição universale de estatutos de limitação referentes à retroatividade das leis. Este artigo tem por objetivo discutir o caso Bélgica v. Senegal (2009), sobretudo o julgamento de julho de 2012, à luz dos diversos princípios que informam o debate do tema no Direito Internacional.

Saturday, 11 August 2012

Resenha - Manual de Direito Internacional Privado : Conteúdo Esquematizado, Jurisprudência, Questões de Concursos e Legislação, de Tatiana Waisberg

 O Direito Internacional Privado é disciplina obrigatória em diversos cursos que abordam temas ligados às relações jurídicas privadas multiconectadas. Isto é, situações em que indivíduos ou empresas praticam atos jurídicos vinculados à mais de um ordenamento jurídico nacional. Nessa área destacam-se  principalmente dois tipos de relaçãoes: comerciais e familiares. Tais vínculos legais são cada vez mais difundidos na era digital, influênciando a potencialidade de conflitos transnacionais.
No contexto brasileiro, a disciplina possui caráter eminentemente interdisciplinar, incluindo legislação esparsa pertinente a diversas áreas do direito. Após a Reforma do Poder do Judiciário, com o advento da EC45/05, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça  assumem posição de destaque demandando uma leitura da disciplina que inclui tanto a lei quanto os precedentes  dos tribunais superiores. Nesta esteira, a presente obra apresenta uma nova abordagem para o estudo do Direito Internacional Privado, deslocando o foco da doutrina para a jurisprudência e  legislação brasileira, bem como questões de provas de concursos públicos.
A crescente importância da disciplina em decorrencia da globalização repercute necessariamente nas questões formuladas pelas bancas de concursos públicos, despertando o interesse dos cadidatos a diversos cargos públicos para esta área do conhecimento. Neste sentido, a escolha dos temas abordados em cada um dos 13 capítulos do Manual de Direito Internacional Privado levam em consideração os principais pontos das disciplina cobrados em provas de concurso públicos. Devido à interdisciplinariedade inerente, os tópicos abordados  exploram temas constantemente demandados em bancas de concursos públicos, tais como bancos e empresas multinacionais (estatais e de economia mista), cargos federais, incluindo-se Polícia Federal, MRE, ABIN e Poder Judiciário.
O conteúdo é apresentado de maneira esquematizada, incluindo artigos específicos de leis relacionados aos tópicos estudados. Trata-se de obra complementar à discussão doutrinária, e tem por finalidade auxiliar o leitor na memorização de temas abordados nas obras doutrinárias, incluindo questões de concursos públicos que exploram os temas estudados, apresentadas no  final de cada capítulo. Na seção de legislação,  artigos específicos da Constitição Federal de 1988, do Código de Processo Civil e do Código Tributário Nacional são citados de maneira seletiva, destacando apenas as normas pertinentes à disciplina. As principais leis e resoluções que regulamentam os temas estudados são apresentadas na íntegra nesta seção. Nos primeiros 4 capítulo são apresentadas noções introdutórias à disciplina, tais como a relação do Direito Internacional Privado com outras áreas do conhecimento, a harmonização da disciplinação através dos instrumentos de uniformização, as fontes e formação histórica da matéria. Os capítulos 5 e 6 exploram os direitos da nacionalidade e a condição jurídica do estrangeiro, relacionando o tema à CF/88 e ao Estatuto do Estrangeiro, Lei 6.815/80. Casos concretos são apresentados através de jurisprudência e execícios que abordam temas atuais. À partir do capítulo 7, são explorados temas tradicionais do Direito Internacional Privado, tais como aplicação, prova e interpretação da lei estrangeira, as regras de conexão, limites à aplicação da lei estrangeira e ao reconhecimento de atos e sentenças estrangeiras, reenvio, cooperação jurdiciária internacional, imunidades de jurisdição e execução e arbitragem.  Alguns capítulos também incluem textos para leitura complementar e sites com informações pertinentes. 

WAISBERG, Tatiana (2012) Manual de Direito Internacional Privado: Conteúdo Esquematizado, Jurisprudência, Questões de Concursos e Legislação. SC, Charleston:CreateSpace, 382p. ISBN 1478269588

http://www.amazon.com/Manual-Direito-Internacional-Privado-Jurisprud%C3%AAncia/dp/1478269588

Friday, 20 July 2012

MANUAL DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO, Tatiana Waisberg (2012 forthcoming)


MANUAL DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO
Conteúdo Esquematizado * Jurisprudência * Questões de Concursos * Legislação

A reforma do Poder Judiciário, com o advento da EC 45/04, e a crescente demanda de estudantes do curso de Direito por conhecimentos relativos ao conteúdo cobrado em concursos públicos, levou à abordagem da disciplina afeta ao Direito Internacional Privado (DIPr) diversa da abordagem teórica proposta pela obras doutrinárias. Inspirada nessas transformações, a proposta deste Manual de DIPr é apresentar material complementar à doutrina da disciplina, deslocando o foco da teoria para a legislação e jurisprudência brasileira.
Este Manual de Direito Internacional Privado apresenta o conteúdo da disciplina em 12 capítulos. Optou-se pela inclusão não apenas de temas tradicionais relativos ao conflito de leis no espaço mas também temas interdisciplinares. Devido ao caráter estritamente teórico de alguns temas, sobretudo introdutórios à disciplina, alguns capítulos, entretanto, não incluem a seção referente à jurisprudência. No capítulo 1, 2 e 3 são desenvolvidas noções gerais que auxiliam na compreensão e correta interpretação do conteúdo dispositivo. O caráter eminentemente interdisciplinar do DIPr exige do estudioso conhecimento prévio de diversas disciplinas jurídicas, tais como Direito Internacional Público, Direito Constitucional, Direito Processual Civil, Direito Civil, Direito Comércial e Direito Tributário.  
A legislação das diversas disiciplinas jurídicas que integra necessáriamente o estudo do DIPr, assim é apresentada sempre que aplicável ao conteúdo abordado.E nesse sentido, a proposta deste Manual, é também apresentar a regulamentação dos temas estudados no Direito Internacional Privado de maneira didática e organizada.  Em cada capítulo, na secção referente ao conteúdo esquematizado, nos casos em que haja regulamentação brasileira, os artigos específicos que tratam da matéria são citados na íntegra, auxiliando na memorização do comando legal. Na seção relativa à jurisprudência, o objetivo é familiarizar o estudante com a prática dos tribunais, através da aplicação do conteúdo estudado em casos concretos. Exemplos de ementas que abordam diversos temas da mesma matéria contribuem para uma visão mais ampla, integrando teoria, a legislação e a prática dos tribunais. Por fim, cada capítulo incui seçã de exercícios, incluindo  questões abertas e questões de concursos públicos recentes. O  conteúdo do Direito Internacional Privado é  parte integrante não apenas  de provas de concursos públicos federais, mas de quaisquer concursos que abordem temas relacionados à disciplina.
Atualmente é inegável a influência dos conteúdos cobrados por bancas de concursos públicos no estudo do direito. A proliferação de cursos preparatórios e obras jurídicas que suprem a demanda de milhares de candidatos à cargos públicos é uma realidade do ensino jurídico no Brasil. Nesse sentido, não se pretende substituir as obras doutrinárias, mas oferecer suporte adicional ao estudo da disciplina. Nesse sentido, este Manual também constitui resposta às demandas dos alunos dos cursos de graduação e preparatóriosue tive a oportunidade de lecionar desde 2004. O interesse constante dos alunos no “lado prático” da disciplina, que longe dos contratos internacionais, situa-se nas questões de concursos públicos, motivou a criação deste  Manual.

Wednesday, 18 July 2012

Direitos dos Estrangeiros by Tatiana Waisberg

Direitos dos Estrangeiros Direitos dos Estrangeiros

O Estatuto Jurídico dos Estrangeiros no Direito Brasileiro

by Tatiana Waisberg

O objetivo deste livro é apresentar a disciplina afeta aos direitos dos estrangeiros no ordenamento jurídico brasilieiro de maneira didática e comprometida com a evolução do tema nos tribunais. Não se trata de obra de doutrina, mas espécie de guia destinado a introduzir o leitor ao assunto. Diferente dos textos doutrinários, neste estudo o assunto é apresentado sob três prespectivas predominantes: a regulamentação do assunto por parte da legislação brasileira, a jurisprudência dos tribunais brasileiros e as questões de provas de concursos público que abordam assuntos relativos à condição jurídica do estrangeiro.


Publication Date:
 18 2012
ISBN/EAN13:
1478259310 / 9781478259312
Page Count:
174
Binding Type:
US Trade Paper
Trim Size:
6" x 9"
Language:
Portuguese
Color:
Black and White with Bleed
Related Categories:
Law / Emigration & Immigration
https://www.createspace.com/3939899

Tuesday, 3 July 2012

War on Terror at Peripheral International Relations: the conflict between Ethiopia and Eritrea (2012) and the legitimization of use of force discourse against passive terrorism support

This article approaches the subject related to the use of force against terrorism in the light of international law in order to reveal the paradigm shift regarding political and legal discourse regarding this issue. The argument is developed through concrete cases that demonstrate the outcome of a new discourse regarding use of force at peripheral international relations.

http://seer.bce.unb.br/index.php/MED/article/view/6979

A Guerra contra o Terror nas Relações Internacionais Periféricas: o conflito entre Etiópia e Eritreia (2012) e a legitimação do discurso do uso da força contra o suporte passivo ao terrorismo

O artigo aborda o tema do uso da força contra o terrorismo à luz do Direito Internacional com o objetivo de demonstrar a mudança de paradigma referente ao discuso politico e jurídico referente ao tema. O argumento é desenvolvido através de casos concretos que demonstram a emergência de novo discurso referente ao uso da força nas relações internacionais periféricas.

http://seer.bce.unb.br/index.php/MED/article/view/6979

Tuesday, 29 May 2012

How Israel's rejected claims of self-defense against terrorism became a guideline for post-9/11 use of force





War on Terror and the New International Order: Shaping International Law Use of Force Discourse at the 21st Century (Paperback)

The book "War on Terror and the New International Order", by Tatiana Waisberg, recently published by CreateSpace, explores legal and geopolitical aspects related to use of force against terrorism. The study is a product of 4 year of research at the Zvi Meitar Center for Legal Advanced Studied, at Tel Aviv University. For those who are interested at the subject, and more specifically at arguments advanced by Israel since 1956, the book presents a detailed analysis of several instances where the Jewish State defended its right of self-defense to justify the use of force against terrorist organizations harbored by third states, as in Egypt (1956), Tunisia (1985) and Lebanon (1982 and 2006).

By presenting legal precedents and state practice, it is demonstrated a post-9/11 paradigm shift on use of force discourse. The argument consistently advanced by Israel, and overwhelmingly rejected by the international community until 2001, became the rule since Bush Doctrine embraced exactly the same rational defended by Israel since Kadesh operation, 1956. Recent state practice related to the argument of self-defense against passive terrorism support, U.S.-Pakistan (2011), Turkey-Iraq (2011), and Ethiopia-Eritrea (2012), affirm an ongoing trend towards further legitimization of Israel's pioneer arguments related to use of force in International Law. 

Use of Force against Terrorism at Peripheral International Relations



This article analyzes the 2008 Colombia–Ecuador armed crisis in the light of the practice of targeted killings and incursions against non-state actors harbored at terrorist safe havens in a third party state. The Colombian use of force against Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Revolutionary Armed Forces of Colombia—FARC) is discussed in the context of use of force in International Law regarding the right of self-defense against non-states actors and third state parties’ obligation to deny passive support. It is argued that the Colombia situation is similar to the situation faced by Israel and Turkey.

 http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10576100902886093

Colombia's targeted killing - use of force against pasive terrorism support

 

ASIL Insights

Colombia's Use of Force in Ecuador Against a Terrorist Organization: International Law and the Use of Force Against Non-State Actors

http://www.asil.org/insights080822.cfm

August 22, 2008
Volume 12, Issue 17

State Building vs. Human Rights



http://meridiano47.info/2009/06/10/o-conflito-entre-ativistas-indigenas-e-o-governo-do-peru-uma-abordagem-juridica-por-tatiana-waisberg/

Newborn States: jurisprudence and state practice paradigm shifts


Do Reconhecimento de Estado e de Governo no Direito Internacional: considerações sobre a evolução do tema na jurisprudência e prática internacional,  Tatiana Waisberg

O artigo aborda o tema do reconhecimento de Estado e de governo no Direito Internacional sob a perspectiva da jurisprudência e prática internacional.  São apresentados três estágios evolutivos referentes ao assunto, com o objetivo de demonstrar as principais características de cada um deles, e delinear os contornos da prática e jurisprudência internacional relativa ao reconhecimento de Estado e de governo no contexto pós-guerra fria.

This article approaches the subject related to the recognition of states and governments in International Law from a jurisprudential and state practice perspective. It is presented three stages of evolution of this issue in order to describe its main characteristics, and to trace the outline of jurisprudence and state practice related to the recognition of states and government in the post-cold war context.

 http://seer.bce.unb.br/index.php/MED/article/viewArticle/4640

The Dark Side of Shared Sovereignty



http://mundorama.net/2011/06/23/a-divida-soberana-grega-e-os-efeitos-negativos-para-a-integracao-europeia-por-tatiana-waisberg/