A mudança de paradigma relativa às hipóteses legais que justificam o uso
da força contra Estados que oferecem suporte passivo a organizações
terroristas foi impulsionada pelo amplo repúdio internacional aos
atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. A
adoção da resolução 1373 (2001), adotada por unanimidade no Conselho de
Segurança da ONU (CSONU) promove avanço significativo ao criar um
Comitê de Combate ao Terrorismo, refletindo pressões norte-americanas
posteriormente reproduzidas na doutrina Bush. Por outro lado, a
linguagem supostamente pacifista da politica de segurança nacional do
governo Obama, ofusca a manutenção do argumento do uso da força
unilateral no combate ao terrorismo, indicando a incongruência entre a
oposição à intervenção militar direta e a defesa de ações pontuais,
unilaterais, independente de autorização do CSONU. Este artigo objetiva
investigar a evolução do uso da força na guerra contra o terror à luz
das doutrinas Bush e Obama.
http://mundorama.net/2014/08/16/os-estados-unidos-e-a-guerra-contra-o-terror-o-uso-da-forca-contra-o-terrorismo-nas-doutrinas-bush-e-obama-por-tatiana-waisberg/
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